Forum das Associações Profissionais de Arquivologia

 
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SINARQUIVO

MANIFESTO DO FÓRUM DAS ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS SOBRE A PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UM SINDICATO NACIONAL DE ARQUIVISTAS

A criação do sindicato, da maneira como foi proposta, não reflete o interesse dos arquivistas brasileiros que atuam na área. Além disso, seria um verdadeiro contra-senso ignorar fatos de nosso passado recente e reincidir nos erros cometidos. Vejamos:

1) Em 2001, a  ABARQ elaborou e encaminhou, por intermédio do deputado Agnelo Queiroz, o projeto de lei n. 5613, que foi rejeitado pelo deputado Pedro Henry nos seguintes termos: “... em que pese concordarmos com os objetivos básicos do projeto, discordamos da forma adotada para criação dos conselhos profissionais, principalmente por não oferecer bases concretas para se decidir quanto à necessidade dos órgãos que se pretende criar. Assim, entendemos como essencial um estudo prévio sobre o número de profissionais técnicos e com formação superior, atuantes ou não, bem como sua distribuição geográfica no território nacional, para podermos avaliar, com um mínimo de acerto, a relação custo-benefício da criação dos conselhos.”

2) Em 2004, na oportunidade do encaminhamento de projetos de outras áreas profissionais, a AARGS elaborou proposta de criação dos Conselhos Federais e Regionais de Arquivistas, solicitando a opinião e o apoio das associações existentes. Somente a ABARQ manifestou-se favorável à idéia. A AAERJ alegou falta de tempo para discuti-la, detalhadamente, com seus associados. A proposta foi arquivada, em 2005, por falta de tramitação. 

3) Em 2006, durante o II CNA, realizado em Porto Alegre, foi sugerida pela AAERJ a criação da ENARA. Aprovada pelos representantes das associações que participaram da reunião, a ENARA não logrou promover o entendimento entre os arquivistas, como pretendia, nem mesmo a adesão da maioria das entidades existentes no país.

Tais fatos demonstram que as medidas irrefletidas e precipitadas, sobretudo aquelas que pretendem soluções comuns para a diversidade de situações que ocorrem no território nacional, não têm os resultados esperados. Qualquer que seja a causa apontada para o insucesso dessas iniciativas, é preciso reconhecer, em sua base, a necessidade de uma discussão mais profunda de nossa realidade. A formação do sindicato não foge à regra. 

Nessa medida é que o Fórum das Associações de Profissionais de Arquivo (FARQ) - AAB, AABA, AAG, AARGS, ABARQ e ARQSP, entidade criada em abril de 2007 com a missão, entre outras, de promover políticas associativas e discutir questões sobre a atuação e inserção dos profissionais no mercado de trabalho, está desenvolvendo um projeto para conhecer o perfil dos que atuam na área. A meta é saber quem são esses profissionais, onde trabalham, qual sua formação acadêmica, há quanto tempo estão no mercado e quantos são. A análise do resultado do Censo dos Arquivistas poderá oferecer à comunidade mais subsídios para  a discussão que agora se coloca, possibilitando ainda a retomada de outras propostas, como a da criação de conselhos ou mesmo a do aprimoramento dos atos reguladores do exercício da profissão.

Na expectativa de dar consistência e representatividade às decisões que forem tomadas, o Fórum das Associações de Profissionais de Arquivo convida a todos para o exercício de autoconhecimento proposto pelo Censo, para que possamos traçar juntos e em terreno sólido o caminho que levará à defesa de nossos interesses e à dignificação social da comunidade arquivística brasileira.

Fórum das Associações de Profissionais de Arquivo (FARQ)

http://farq.aag.com.br